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Banda UHF em satélites: frequências, antenas e orçamento do enlace

UHF significa Ultra High Frequency e, na classificação de frequências da ITU, corresponde a 300 MHz–3 GHz. Não é um único serviço de satélite nem um par fixo de uplink e downlink. Verifique frequência, direção, largura de sinal e terminal do sistema real.

Separar VHF, UHF e SHF

Nome Frequência Comprimento de onda aproximado
VHF 30–300 MHz. 10–1 m.
UHF 300 MHz–3 GHz. 1–0,1 m.
SHF 3–30 GHz. 0,1–0,01 m.

250 MHz pertencem a VHF nessa classificação. A denominação histórica UHF SATCOM pode descrever sistemas que atravessam o limite de 300 MHz, mas isso não coloca 250–270 MHz dentro do intervalo 300 MHz–3 GHz.

Ku e Ka pertencem a outra convenção. Parte do intervalo chamado Ka ultrapassa 30 GHz, portanto não está toda em SHF.

O que o comprimento de onda informa

Por λ = c/f, 400 MHz dão aproximadamente 0,75 m em espaço livre; um quarto de onda é cerca de 18,7 cm. É uma referência inicial, não uma instrução de fazer toda antena nessa frequência com a mesma haste.

Terra, condutores, carregamento, alimentação e estrutura do satélite afetam ressonância e padrão. Para igual alto ganho e eficiência de abertura comparável, frequências mais baixas geralmente exigem abertura maior, não menor.

Por que usar essa região em satélites

Telemetria e controle podem encontrar um compromisso adequado entre taxa, antena e componentes. A menor atenuação por chuva em comparação com bandas mais altas pode ser útil.

Ainda há obstáculos, vegetação, atitude, interferência e polarização. UHF não atravessa qualquer construção nem oferece sempre 99,8% de disponibilidade. O enlace precisa de avaliação própria.

Taxa e latência não vêm do nome

Banda utilizável, modulação, codificação, SNR e arquitetura determinam taxa. Nem todos os canais têm 5 MHz e não existe um limite geral de 64 kbit/s para todo SATCOM UHF.

A latência depende também da órbita e do caminho. Em LEO, visibilidade, acompanhamento, Doppler e horário precisam ser considerados. Uma configuração GEO tem outras condições de controle.

Antenas e estação terrestre

Dipolos, monopolos, hélices e arrays são avaliados por padrão, polarização, eficiência e montagem. Para polarização circular, confira sentido e razão axial. Cobertura ampla e ganho máximo alto não são a mesma exigência.

A estação deve admitir modulação, codificação e interfaces além da frequência. Uma antena UHF de televisão terrestre não é automaticamente adequada a um terminal satelital bidirecional.

O termo “satélite bolinha”

É uma denominação informal encontrada em buscas no Brasil, não uma banda técnica nem um canal único. O apelido não identifica de forma suficiente satélite, transponder, direção ou serviço.

Para uma estação, use a identificação e os parâmetros publicados pelo operador e as condições locais de utilização. Não extrapole uma lista antiga de frequências como se descrevesse todos os satélites ou garantisse serviço disponível.

Entradas do orçamento

  • Frequências, sentidos e distância operacional.
  • Potência, padrões das antenas e perdas de alimentação.
  • Atitude e acoplamento de polarização.
  • Ruído, largura de sinal e erro permitido.
  • Visibilidade, acompanhamento e margem.

Mantidos frequência e ganhos, dobrar a distância adiciona aproximadamente 6 dB de perda em espaço livre. O nome da banda não elimina essa relação.

Consulte a classificação ITU-R V.431 e a visão de comunicações de pequenos satélites da NASA. Ao comparar antenas SATCOM, apresente as condições do enlace completo.

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