As ondas de rádio têm fontes naturais e artificiais. Seis exemplos são Sol, relâmpagos, objetos astronômicos, antenas de comunicação, radares e radiação térmica. Essas categorias se sobrepõem: ajudam a explicar mecanismos, sem constituir uma classificação exclusiva.
1. Sol e atividade solar
O Sol emite num espectro amplo, incluindo radiofrequências. Componentes relativamente calmas coexistem com rajadas relacionadas ao plasma e a partículas energéticas. Intensidade, duração e espectro variam.
Um número único de 10¹⁵ W a 1 GHz não descreve todas as erupções. Para comparar observações, especifique grandeza, banda, tempo de integração e posição do observador. Densidade espectral de fluxo não é potência total.
2. Relâmpagos
A corrente rapidamente variável da descarga produz radiação eletromagnética de banda larga. O ruído atmosférico de tempestades pode ser particularmente evidente em certos receptores de baixa frequência e HF.
10–100 kHz não cobrem todo o espectro de cada relâmpago. Energia total da descarga, potência elétrica de pico e potência radioelétrica numa banda são quantidades distintas.
3. Objetos astronômicos
Radiotelescópios e radiômetros observam pulsares, galáxias, nuvens de gás e restos de supernovas, entre outras fontes. Os mecanismos incluem radiação térmica, linhas espectrais e processos não térmicos, como o síncrotron.
A linha do hidrogênio neutro próxima de 1420 MHz mostra como uma frequência pode informar sobre a matéria. Nem todos os objetos têm o mesmo espectro ou mecanismo.
4. Antenas de comunicação e difusão
O transmissor fornece sinal RF à antena. Correntes e cargas variáveis contribuem para o campo radiado. Rádio, televisão, estações celulares e terminais de satélite são realizações diferentes desse princípio.
Wi-Fi também é uma emissão radioelétrica intencional. Frequência e potência dependem do produto e do modo. Fontes chaveadas e alguns circuitos podem produzir emissões indesejadas; isso não os torna equivalentes a transmissores de comunicação.
Uma antena passiva não cria energia adicional. Nem todas as estações celulares se limitam a 800 MHz–2,6 GHz, e nem todos os roteadores transmitem a mesma potência.
5. Radares
Um radar emite e utiliza sinais refletidos para medir seu ambiente. Conforme o sistema, a emissão é pulsada ou contínua com a modulação adequada.
Nem todo radar meteorológico opera em banda X ou com 1 MW de pico. Para pulsos retangulares ideais, a potência média depende do ciclo de trabalho. O alvo refletor não se torna necessariamente outro transmissor ativo.
6. Radiação térmica
A agitação térmica está associada à radiação e ao ruído eletromagnéticos. O espectro depende da temperatura e das propriedades do corpo. Perto da temperatura ambiente, o máximo costuma estar no infravermelho, sem excluir emissão em outras regiões.
Uma afirmação como 0,001 W/m² a 10 GHz é incompleta sem banda espectral e condições. Potência integrada e densidade espectral têm expressões diferentes.
Num modelo elétrico adaptado e no regime clássico adequado, a potência de ruído disponível é aproximadamente kTB. Essa relação não fornece diretamente a potência radioelétrica total irradiada pelo corpo humano.
Onde entra a ressonância magnética
A ressonância magnética usa campo estático, gradientes e excitação RF, recebendo depois um sinal de ressonância. O campo estático sozinho não é uma onda de rádio. Separe funções de transmissão e recepção das bobinas.
Fonte, refletor e receptor
Uma parede pode refletir uma onda sem produzir o sinal de um programa. A antena de radiotelescópio recebe o campo emitido em outro local. O som do alto-falante aparece após processamento: onda de rádio é eletromagnética, não acústica.
No vácuo, propaga-se a c. A introdução da NASA às ondas de rádio apresenta fontes solares, astronômicas e artificiais. Identifique fonte e grandeza medida antes de comparar números de potência.