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Ondas ELF: frequências, fontes naturais e limites de propagação

ELF significa Extremely Low Frequency. Na nomenclatura da UIT para telecomunicações corresponde a 3–30 Hz, embora outros textos usem a expressão num sentido mais amplo. Para interpretar uma observação, confirma a faixa numérica, o campo medido e as condições de propagação.

ELF, SLF e ULF

Banda UIT Frequência Comprimento de onda livre
ELF 3–30 Hz. Cerca de 100 000–10 000 km.
SLF 30–300 Hz. Cerca de 10 000–1 000 km.
ULF 300–3 000 Hz. Cerca de 1 000–100 km.

Estudos de campos da rede elétrica a 50/60 Hz são frequentemente classificados como ELF num uso mais abrangente. Isso não altera a posição dessas frequências na tabela. Explica a convenção em vez de alternar silenciosamente entre 3–30 e 3–300 Hz.

Comprimento de onda e antena

No vácuo, λ = c/f. A 10 Hz resulta aproximadamente 30 000 km, a 100 Hz cerca de 3 000 km. Não é correto atribuir 200 km a toda a faixa de 70–150 Hz.

Uma antena de poucos metros é eletricamente muito pequena nestas frequências. Adaptação e eficiência podem ser difíceis. Uma bobina alimentada a baixa frequência pode criar um campo local mensurável sem se tornar um transmissor eficiente a grande distância.

Fontes naturais e ressonâncias Schumann

Os raios excitam campos eletromagnéticos. A cavidade entre a superfície da Terra e a ionosfera apresenta ressonâncias globais, com o primeiro modo perto de 8 Hz e outros em frequências superiores.

Os picos têm largura e variam com as condições ionosféricas e a distribuição das trovoadas. Não representam uma única vibração mecânica fixa da Terra nem uma onda com amplitude constante.

O campo elétrico junto de uma descarga e o sinal distante recebido por um sensor são grandezas em condições distintas. Não atribuas 100 kV/m a toda observação ELF associada a raios.

Penetração em meios condutores

Baixar a frequência pode reduzir a atenuação por unidade de percurso, mas o campo continua a diminuir. Num bom condutor homogéneo, δ = √[2/(ωμσ)] descreve uma profundidade característica de amplitude.

Com σ = 4 S/m e μ aproximadamente μ0, o exemplo ideal dá cerca de 80 m a 10 Hz e 25 m a 100 Hz. À distância δ, a amplitude cai para 1/e. Isso não é uma profundidade de comunicação garantida.

Interfaces, fonte e ruído também contam. A crosta terrestre não tem condutividade uniforme e não existe uma profundidade única para rochas, solos e água do mar.

Usos e limitações

Há aplicações especializadas em comunicações de baixa taxa, geofísica e observação do ambiente eletromagnético. A capacidade é limitada por banda útil, antena, potência, ruído e configuração do canal.

Penetração e alcance não significam internet de alta velocidade. Não se deve confundir uma medida científica de campo com receção de uma mensagem digital ou um valor de potência entregue a uma carga.

Como medir

Bobinas e magnetómetros adequados medem componentes magnéticas; sondas elétricas medem outra grandeza. Regista orientação, calibração, resposta em frequência, ruído próprio e duração.

Separa a rede de 50/60 Hz e as suas harmónicas, movimento do sensor, deriva e aparelhos próximos. V/m, tesla e Hz representam grandezas diferentes. Um pico isolado não identifica sozinho a fonte.

Interpretação das observações

Uma correlação com trovoadas ou outros dados ambientais precisa de controlos e explicação. Não demonstra que um pequeno gerador possa criar nuvens ou controlar o clima.

Uma anomalia eletromagnética isolada também não constitui uma previsão fiável de data, local e magnitude de um sismo. Avalia falsos alarmes e verificações independentes, não apenas coincidências escolhidas após os eventos.

Fontes: UIT-R V.431 para os nomes das bandas, NASA sobre ressonâncias Schumann e USGS sobre os limites da previsão sísmica.

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