Medir uma flange de guia de onda começa por definir modelo, desenho, referências, grandezas e tolerâncias. O número WR identifica sobretudo a abertura da guia, sem determinar sozinho o contorno da flange ou os parafusos. Os dígitos do paquímetro também não definem a aceitação.
Identificar flange e desenho
A abertura interna WR-90 é 22,86 × 10,16 mm. Isso não obriga a um diâmetro exterior de flange de 58,17 mm. Contacto, choke, vedação, norma e edição alteram a interface.
Confirme referência da peça, designação, componente oposto e revisão. Se a marcação for desconhecida, registe abertura, furos, pinos e face e consulte o fabricante, em vez de concluir apenas pelo contorno.
Listar as dimensões críticas
- Abertura: largura, altura ou diâmetro, posição e cantos.
- Exterior e espessura: dimensões a partir das referências.
- Furos e pinos: diâmetros, coordenadas, passo e roscas.
- Face: planicidade, danos e rugosidade especificada.
- Ranhuras: largura, profundidade, posição e perfil.
Não atribua 3,18 mm de profundidade ou ±0,01 mm de posição a todas as flanges. Furos que coincidem não comprovam centragem da abertura nem condição da face.
Escolher instrumentos pela tolerância
O paquímetro serve para várias dimensões exteriores, mas resolução de 0,01 mm não significa erro de ±0,01 mm. Considere calibração, contacto, orientação e operador.
Para espessura e profundidade, selecione micrómetros ou medidores adequados. Furos podem exigir instrumentos internos ou calibres; coordenadas podem exigir microscópio de medição ou CMM. A capacidade deve corresponder à tolerância e à incerteza.
Um calibre passa/não passa avalia limites definidos, sem mostrar necessariamente a dimensão real. Para avaliar posição dos furos, precisa da conceção funcional e das referências apropriadas.
Referências e temperatura
Meça a partir dos planos e eixos do desenho. Apoio e força de contacto não devem deformar a peça. Limpe pelo método compatível e confirme se as dimensões são anteriores ou posteriores ao revestimento.
20 °C é uma referência frequente em metrologia dimensional, mas não impõe a todos os locais uma condição única de 20±1 °C. Controle diferenças de temperatura entre peça e instrumento, equilíbrio e correção.
Com comprimento 50 mm, coeficiente α = 23×10−6/K e diferença de 10 K, ΔL = αLΔT ≈ 0,0115 mm. É uma conta com material e condições assumidos, não um coeficiente comum a todas as ligas.
Planicidade e rugosidade são diferentes
Planicidade descreve a forma da face; rugosidade, irregularidades mais finas. Ra não determina a forma de toda a superfície. O uso de um plano ótico precisa de superfície e procedimento compatíveis.
Um rugosímetro não estabelece sozinho composição química ou espessura do óxido. Danos, corrosão e camadas requerem métodos próprios de avaliação.
Verificar além das dimensões
Aprovação dimensional não é aprovação RF. Meça reflexão e transmissão na banda necessária e, se exigido, estanqueidade separadamente. Um VNA de baixo nível não demonstra tolerância a alta potência.
Não aplique λ/10 ou λ/50 como tolerância universal. A 300 GHz, λ livre é aproximadamente 1 mm e λ/50 cerca de 20 µm. A conta não define automaticamente a tolerância da face de união.
Guardar e comunicar os resultados
Registe desenho, locais e referências, equipamentos, calibração, temperatura, valores, incerteza e decisão. Num pedido de dimensões, inclua modelo e peça correspondente para facilitar a identificação.
Use a informação de flanges Dolph Microwave e a tabela de guias retangulares como ponto de partida. A aceitação depende do desenho acordado e das condições de inspeção.