Instalar uma corneta de alimentação exige compatibilidade com o refletor, posição, polarização, conexões e medições. Não aplique a todos os modelos tolerância de 1 mm ou torque de 25 N·m. Desenho e procedimento do componente são as referências.
1. Escolher a corneta para o refletor
Confira bandas de transmissão e recepção, polarização e interfaces. O diagrama deve iluminar o refletor de acordo com foco, abertura e ângulo da borda visto a partir do alimentador.
Iluminação muito larga aumenta o spillover; muito estreita não aproveita toda a abertura. Escalar, corrugada e cônica indicam características geométricas diferentes, não necessariamente três categorias exclusivas.
A sigla WR identifica principalmente a seção da guia. Flange, furos, contatos, vedação e orientação dos modos exigem comparação separada dos desenhos.
2. Estabelecer suporte e posição
Monte nos pontos previstos usando as referências do desenho. Importa a relação entre centro de fase da corneta e projeto do refletor: a borda metálica frontal não precisa coincidir com o foco geométrico.
O centro de fase pode variar com a frequência. Use posição nominal e curso de ajuste indicados. Evite que cabo ou guia puxem o suporte e alterem sua direção.
Um erro de 1 mm não causa universalmente 3 dB de perda. A sensibilidade depende de frequência, abertura e iluminação. A altura total também deve ser escolhida por visibilidade e estabilidade, não por um valor fixo.
3. Conferir polarização e portas
Para polarização linear, alinhe referência e rotação necessárias. Entre polarizações lineares ideais a fração de potência é cos²ψ: 45° causam cerca de 3,01 dB de perda. Nem todo erro de montagem equivale a 50%.
Para polarização circular, confira convenção de sentido, polarizador e relação axial. Uma abertura redonda não a cria sozinha. Registre portas e polarizações do OMT.
LNB e BUC têm funções distintas na recepção e transmissão. Conseguir aparafusar duas peças não prova compatibilidade de banda, alimentação ou potência.
4. Apertar, vedar e sustentar
Antes da conexão, coloque fontes RF e alimentações no estado de manutenção previsto. Use juntas e fixações corretas com torques e sequência do modelo. Apertar excessivamente pode deformar as peças.
A proteção externa deve respeitar drenagem, ventilação e superfícies de contato. Não preencha abertura RF ou contatos elétricos com selante genérico.
Água não introduz sempre 6 dB de perda. Examine sua entrada e o dano efetivo. A vedação externa não repara automaticamente um cabo já infiltrado.
5. Ajustar e verificar o sistema
Use sinal de referência identificado e avalie qualidade, erros e separação de polarização além do nível. Mude um ajuste por vez e registre o resultado.
Com VNA, meça reflexão em banda com planos e terminações definidos. VSWR abaixo de 1,5 não prova foco correto, diagrama adequado ou recepção do satélite desejado.
Em alta potência, confira valores médios e de pico, janelas e carga. Uma medição de pequeno sinal não substitui a validação em operação.
Interpretar sintomas
| Observação | Verificação |
|---|---|
| Boa adaptação, recepção fraca. | Alvo, apontamento, foco e iluminação. |
| Separação insuficiente. | Rotação, OMT e definição da polarização. |
| Variação com vento. | Rigidez, esforço dos cabos e fixações. |
| Variação após chuva. | Água, contatos e atenuação meteorológica. |
Preserve fotografias, referências de posição, configuração e resultados para comparar depois de manutenção. Qualquer mudança de corneta deve ser avaliada no conjunto, mesmo quando usa a mesma flange.
Consulte princípios do refletor e da corneta, depois compare o desenho do feed horn Dolph Microwave com a antena completa.