EMI em campo próximo e distante distingue-se por geometria da fonte, relação E/H, variação com a distância e objetivo da medição. Uma sonda junto ao circuito ajuda a localizar interferências, mas não substitui automaticamente o ensaio de emissões radiadas do sistema completo.
1. A fronteira depende da fonte
Para fontes eletricamente pequenas, λ/(2π) é uma estimativa frequente da escala da região reativa. A 1 GHz corresponde a cerca de 4,77 cm. Ultrapassar essa distância não produz imediatamente um campo distante perfeito em todas as condições.
Uma abertura grande pode apresentar uma região próxima radiativa. A expressão 2D²/λ usa a dimensão relevante D, mas comprimento de onda, distância, geometria e exatidão necessária continuam importantes.
Com D = 0,60 m a 12 GHz, essa expressão resulta em cerca de 28,8 m. Um procedimento de ensaio pode prescrever uma distância própria. A divisão física em regiões e o método de avaliação normativa não são a mesma coisa.
2. E/H não é constante perto da fonte
A relação entre campo elétrico E e magnético H depende da posição e da fonte. Uma espira de corrente e uma estrutura de tensão elevada não apresentam necessariamente o mesmo acoplamento dominante.
Numa onda localmente plana em espaço livre, E/H ≈ 377 Ω. No campo próximo, medir E e dividir por 377 Ω não fornece necessariamente H.
Sondas H não estão limitadas por princípio a frequências abaixo de 30 MHz. Dimensão, construção, caracterização e recetor determinam o intervalo real de cada modelo.
3. Não existe uma única lei de decaimento
As expressões de fontes elementares podem conter termos em 1/r, 1/r² e 1/r³, conforme a componente. A importância de cada termo muda com direção e distância. Não é correto afirmar que E sempre cai como 1/r² e H como 1/r³.
No campo distante ideal de uma fonte localizada, a amplitude diminui aproximadamente como 1/r e a densidade de potência como 1/r². Aumentar a distância dez vezes corresponde a cerca de −20 dB em ambos os casos, usando 20 log para campo e 10 log para potência.
Reflexões, caixa e cabos alteram o resultado. Dobrar a altura de uma sonda sobre a PCB não justifica uma correção fixa para todos os circuitos.
4. Diagnóstico local e ensaio do sistema
O varrimento próximo localiza comutação, espiras, aberturas e acoplamento a cabos. Uma sonda pequena pode dar maior resolução espacial, com sensibilidade e orientação próprias.
O ensaio radiado define local, detetor, largura de banda, distância e estado do equipamento. O ponto de campo local mais forte pode não dominar a emissão distante: um cabo conectado pode atuar como radiador eficiente.
CE não é o nome de uma única norma de medição, e os requisitos FCC dependem da classe de equipamento e das regras aplicáveis. Selecione o procedimento correspondente ao produto.
Tornar as comparações repetíveis
- Fixar modo de operação, relógios e cargas.
- Registar sonda, orientação, altura e posição.
- Manter largura de banda, detetor e ganho.
- Verificar saturação e acoplamento dos cabos.
- Mudar um fator de cada vez e repetir a posição.
- Confirmar a alteração no sistema completo.
Sem um fator de sonda adequado, dBm no recetor não se convertem diretamente em dBµV/m ou dBµA/m. Comparações relativas em condições constantes continuam úteis, mas não devem ser apresentadas como medidas absolutas de campo.
Interpretar e corrigir
Uma ferrite pode reduzir corrente num caminho específico conforme impedância, frequência e instalação. Não é solução universal para qualquer campo próximo. Identifique o acoplamento e volte a medir após a alteração.
Guarde imagens, frequências, distâncias e estados. Separe redução local de aprovação do produto. As regiões do campo explicam a influência da dimensão e da distância melhor que um único limite aplicado a todas as fontes.