Não existe uma melhor banda de satélite para todos os usos. A escolha depende de serviço, cobertura, abertura da antena, capacidade e disponibilidade. L, S, C, X, Ku e Ka são famílias de frequências; não substituem as sub-bandas de transmissão e receção autorizadas para o sistema.
Nome de banda não é atribuição de serviço
Os limites variam com a convenção. Nas comunicações satelitais, alguns nomes tradicionais incluem pares de ligação parcialmente fora dos limites genéricos. Um serviço chamado Ku pode receber perto de 11 GHz e transmitir perto de 14 GHz.
Separe a designação, a frequência real, o sentido da ligação e a autorização do terminal. Um LNB Ku não recebe necessariamente todo o intervalo associado ao nome.
Famílias e usos frequentes
| Banda | Referência convencional | Usos possíveis |
|---|---|---|
| L | 1–2 GHz | Navegação e certas comunicações móveis. |
| S | 2–4 GHz | Telemetria, comando e alguns serviços móveis. |
| C | 4–8 GHz | Distribuição e ligações profissionais fixas. |
| X | 8–12 GHz | Sistemas especializados e governamentais. |
| Ku | 12–18 GHz | TV, VSAT e conectividade; receção pode estar próxima de 11–12 GHz. |
| Ka | Cerca de 26,5–40 GHz | Redes de alta capacidade, frequentemente descritas como ligações 20/30 GHz. |
A tabela não é um plano para configurar um transmissor. As frequências operacionais vêm dos documentos do serviço e da autoridade competente. O nome X não garante segurança da ligação, nem L uma determinada precisão GNSS.
Banda C: chuva e dimensão da instalação
Em condições comparáveis, a atenuação pela chuva tende a ser menor do que em Ku ou Ka. Isso pode favorecer disponibilidade em certos locais, mas abertura, cobertura e interferência terrestre continuam importantes.
Obter o mesmo ganho a uma frequência mais baixa pode exigir uma antena maior. Alterações de uso do espectro e coexistência com serviços próximos precisam de avaliação.
Banda Ku: TV e ligações versáteis
Ku é usada em televisão e vários sistemas VSAT. O diâmetro necessário depende da cobertura e do objetivo de serviço, não de um tamanho único para todo um país.
Para configurar um transpondedor de uma operadora de TV, consulte parâmetros atuais do serviço e modelo do LNB. A letra Ku, sozinha, não informa frequência, polarização e taxa de símbolos.
Banda Ka: capacidade e margem atmosférica
Recursos espectrais e feixes podem apoiar redes de alta capacidade, mas o débito depende de banda atribuída, modulação, partilha e rede terrestre. Ka não significa automaticamente 100 Gbit/s para o utilizador.
Adaptação de modulação, controlo de potência ou diversidade de locais podem contribuir para disponibilidade conforme a arquitetura. Uma rede também pode usar bandas diferentes em terminais e gateways; resumir toda a Starlink a Ka seria incorreto.
Ganho, apontamento e referência GPS
Para abertura circular, G ≈ η(πD/λ)². Mantendo diâmetro e eficiência, a frequência maior aumenta o ganho calculado, mas normalmente estreita o feixe. Inclua perdas, ruído, polarização e margem no orçamento.
Uma referência de frequência disciplinada por GNSS é uma função do recetor e do oscilador associados. Não se escolhe a melhor banda de comunicação apenas por conhecer uma frequência GPS.
Procedimento de escolha
- Confirmar serviço, cobertura e terminal autorizado.
- Obter sub-bandas de subida e descida e polarização.
- Definir débito útil e disponibilidade necessária.
- Avaliar chuva, obstáculos, suporte e mobilidade.
- Verificar orçamento e compatibilidade de feed, filtros, LNB e transmissão.
A ESA descreve as bandas satelitais. Compare antenas SATCOM Dolph Microwave pelas sub-bandas e condições reais, não apenas pela etiqueta C, Ku ou Ka.