Um divisor de potência RF distribui um sinal por várias saídas. As principais grandezas são relação de divisão, perdas adicionais, isolamento e equilíbrio de amplitude e fase. Quatro saídas iguais de um divisor passivo ideal recebem um quarto da potência cada: a redução por ramo já é de 6,02 dB antes das perdas adicionais.
Divisão não é o mesmo que dissipação
Para N saídas iguais, a parcela ideal é 1/N e a redução é 10 log10N dB. Duas saídas correspondem a 3,01 dB; quatro, 6,02 dB; oito, 9,03 dB.
Se um divisor de quatro vias tiver 0,8 dB de perda adicional, o total por ramo será aproximadamente 6,82 dB. Verifique se a especificação de insertion loss inclui a divisão, evitando somá-la duas vezes.
1. Alimentar vários receptores
O mesmo sinal pode atender mais de um instrumento ou receptor, desde que o nível restante seja suficiente. Inclua cabos, conectores, adaptação e possíveis interações entre as saídas.
Em TV via satélite, alimentação e comandos do LNB exigem uma arquitetura compatível. Um divisor simples não permite necessariamente escolher polarização e sub-banda de maneira independente em cada receptor.
2. Distribuir para várias antenas
40 W divididos idealmente em quatro resultam em 10 W por saída, antes das perdas adicionais. Acrescentar antenas não cria mais potência disponível na fonte.
Na cobertura Wi-Fi, analise também o caminho de retorno e os limites dos equipamentos. Dividir uma única saída não produz fluxos MIMO independentes nem garante aumento da área atendida.
3. Definir pesos de amplitude em um array
Uma divisão desigual pode contribuir para a iluminação do array. Para 70:30 em potência, as reduções ideais são aproximadamente 1,55 e 5,23 dB. Em impedâncias iguais, a relação de amplitude é √(70/30).
O diagrama depende também de fase, espaçamento, comprimentos elétricos e elementos. A proporção de potência sozinha não define todo o feixe.
4. Distribuir referência ou oscilador local
Blocos de medição ou recepção podem compartilhar uma referência. Avalie nível, fase, atraso e isolamento entre as portas nos planos relevantes, incluindo os cabos.
Um divisor de potência não divide a frequência da portadora. Uma entrada a 1 GHz continua a produzir o sinal dessa frequência nas saídas; dividir frequência exige outra função eletrônica.
5. Comparar canais de medição
Uma fonte pode alimentar um canal de referência e o dispositivo em teste. Calibre diferenças entre saídas, cabos e instrumentos. O divisor não substitui os equipamentos que medem os sinais.
Separar onda incidente de refletida requer uma função direcional adequada. Um simples divisor não fornece automaticamente essa informação. Em posicionamento, a distribuição preserva uma referência, mas não cria pontos independentes de observação.
6. Combinar sinais sob condições definidas
Um divisor recíproco pode ser usado no sentido inverso. O resultado depende de amplitudes, frequências e fases, e parte da energia pode ser dissipada nos elementos de isolamento.
A potência admissível em divisão não autoriza combinar arbitrariamente dois transmissores. Verifique o limite de cada porta e dos componentes internos, inclusive em desequilíbrio e reflexão.
Exemplo Wilkinson
O Wilkinson clássico de duas saídas iguais usa duas seções de um quarto de onda com impedância √2Z0 e resistência 2Z0 entre as saídas. Para 50 Ω, são aproximadamente 70,7 Ω e 100 Ω.
Isso descreve a topologia ideal na frequência de projeto. Não garante isolamento de 20 dB em todos os produtos e frequências. Existem versões multisseção e outras arquiteturas.
Verificar o conjunto montado
Defina banda, impedância, relação, perdas, fase, isolamento e potência média e de pico. Termine as portas não medidas conforme o procedimento. O torque vem do conector real, não de uma regra única para todo SMA ou tipo N.
Consulte os divisores Wilkinson e acopladores direcionais. Uma medição VNA de baixo nível verifica parâmetros RF nas condições de teste, mas não certifica toda a capacidade térmica.