A manutenção de uma antena deve conservar estabilidade mecânica, ligações, proteção ambiental e desempenho medido. O intervalo depende do modelo, local e importância do serviço. Limpeza trimestral com álcool ou aperto universal a 5–7 N·m não são instruções adequadas a todas as instalações.
1. Inspecionar estrutura e orientação
Compara mastro, suportes, refletor ou painel com fotografias e registos iniciais. Procura corrosão, deformação, fixações soltas e deslocamentos. Uma falha mecânica pode explicar instabilidade sem defeito eletrónico.
Usa sequência e binários do fabricante. Apertar indiscriminadamente pode deformar o suporte ou alterar o apontamento. Em telhados, torres e zonas próximas de linhas elétricas, o acesso e procedimento devem corresponder ao trabalho.
Após intervenção numa parabólica, confirma direção e qualidade. Num array, um objeto próximo ou uma cobertura deformada também pode modificar o diagrama.
2. Verificar cabos e conectores
Observa curvaturas, esmagamento, tração, corrosão e água. Sustenta o cabo sem carregar a tomada com o seu peso. Conector e preparação devem corresponder ao cabo.
Linhas de LNB e antenas ativas podem transportar alimentação e comandos. Segue o procedimento antes de desligar. A continuidade de um cabo isolado ajuda a localizar algumas falhas, mas não certifica perda e adaptação RF.
Antes de limpar um contacto, confirma materiais e produto admitido. O aperto de SMA não é o de N nem o de um suporte. Uma ligação seca por fora pode conter água.
3. Preservar radome e proteção
Examina fissuras, juntas, revestimentos e drenagem. Não tapes aberturas previstas com silicone genérico. Uma película protetora pode alterar a resposta RF ou reter humidade.
Detergente, pano e método devem ser compatíveis com radome, tinta e adesivos. Nem todas as superfícies toleram solventes ou abrasão. Sal, gelo e outros depósitos exigem tratamento adequado ao componente.
Um produto aplicado por fora não recupera automaticamente um cabo infiltrado ou um revestimento interno danificado. Avalia reparação ou substituição específica.
4. Medir e guardar o histórico
Repete medições com frequência, instrumentos e condições comparáveis. Regista nível, qualidade, erros e estabilidade. Percentagens de recetores diferentes não formam uma escala comum.
O VNA verifica reflexão e transmissão nos planos calibrados, mas não demonstra sozinho que ganho e diagrama ficaram iguais. Para isso é necessária uma medição radiada apropriada.
Não existe perda universal de 20% de desempenho por erro de fase de 5°. O efeito depende da distribuição dos erros, geometria e parâmetro. Recalibrar todos os arrays uma vez por ano também não substitui a indicação do equipamento.
Localizar falhas numa distribuição comum
| Sintoma | Primeira verificação |
|---|---|
| Uma tomada afetada | Cabo local, tomada e televisor. |
| Várias unidades afetadas | Alimentação e distribuição comum. |
| Alguns canais falham | Resposta por frequência e interferência. |
| Falha após chuva ou vento | Suportes, água e ligações. |
Se o nível é alto e a qualidade baixa, mais amplificação pode piorar a saturação. A intervenção numa rede coletiva deve seguir o esquema e a manutenção do edifício.
Planear a próxima inspeção
Considera documentação, exposição, falhas observadas e consequências da interrupção. Vento forte ou infiltração podem justificar uma verificação extraordinária. Não substituas a avaliação do local por um intervalo idêntico para todos.
Regista posição, fotos, materiais utilizados, medidas antes e depois e anomalias pendentes. Os conceitos de ganho e parâmetros S ajudam a escolher a prova; binários e materiais exigem documentação da antena instalada.